5ª Edição do ICF Talk Show discute a Inteligência Artificial e seu impacto no Mercado de Trabalho

No último sábado (01/09) tivemos nossa 5º edição do ICF Talk Show, um evento que discutiu Inteligência Artificial (IA) e seu impacto no mercado de trabalho com quatro líderes que inspiraram nosso público com suas diferentes visões sobre o tema. O evento foi patrocinado pelas empresas Webrock Ventures ViaCognitiva, que atuam neste mercado e nos ajudaram a levar até os nosso talentos e convidados discussões sobre o tema.

A seguir, falamos um pouco de cada uma das palestras.

Guilherme Portugal, Diretor no Grupo Global de Especialistas em Talento & Organização da Accenture, palestrou sobre “Automação, Inteligência Artificial e os Impactos da Tecnologia no Futuro do Trabalho" 

Os colaboradores precisam estar em constante aprendizado contínuo e compartilhar o que aprendem.

O RH busca nas pessoas:

– Inteligência emocional

– Lógica

– Automotivação

Acompanhe mais sobre o tema em outras palestras do Guilherme:

Como criar valor para o negócio com People Analytics .

Frederico Lacerda, Co-Fundador e Head de Produto/Estratégia da Pin People abordou o tema “Esse Novo Jeito de Ser Digital".

Use a IA a seu favor, foque no estratégico e nas coisas que a IA não tem.

Tenha mindset de empreendedor:

– Aquele que toma risco

– Aquele que inicia as coisas

– Aquele que tem visão e olha para a frente

Tenha a capacidade de absorver informações e acompanhar a revolução tecnológica.

Mais de 1/3 das habilidades-chave vão mudar até 2020. (world economic fórum)

Nós da Pin People desenvolvemos uma forma de avaliar a compatibilidade cultural, cruzando informações de perfil de candidatos e empresas sob diversos aspectos, como estilo de trabalho, momento de vida, desejos para o futuro profissional e remuneração. Um cliente nosso conseguiu reduzir em 83% o custo homem/hora e economizar 73 horas da equipe de recrutamento em um processo de trainee assessorado pela aplicação de People Analytics.

Que habilidades as máquinas não possuem?

– Engajamento pessoal

– Criatividade

– Empatia

– Inteligência emocional

– Inteligência social

Bruno Berchielli, CEO da startup educacional Blox e membro do conselho da faculdade de negócios FAPPES, falou sobre “Como a Inteligência Artificial vai impactar a Educação”.

A máquina começa a invadir campos de conhecimentos exclusivos de seres humanos, ou seja, uma rede neural treinada, permite diferenciar se a imagem é um Chihuahua ou um muffin. Vale ressaltar que a evolução da técnica de rede neural se torna o que chamamos hoje de deep learning.

O ser humano já foi 3 vezes melhor que a máquina, hoje a máquina é 2 vezes mais rápida que os seres humanos. Além disso, só precisamos hoje definir um objetivo para a máquina e ela mesma constrói o algoritmo necessário para executar a tarefa, por tentativa e erro. Os veículos autônomos da Tesla seguem esse modelo.

Através de machine learning, foi desenvolvido o programa de computador Alpha Go que venceu o campeão mundial do jogo GO: Lee Sedol (campeão mundial 18 vezes).

Trabalhos que exigem empatia e otimização vão ganhar mais destaque. Empatia e criatividade ainda serão habilidades exclusivamente de seres humanos, apesar do apoio da inteligência artificial em algumas tarefas de suporte.

Bruno ainda comentou sobre a padronização do conhecimento e o modelo educacional obsoleto proposto na maioria das escolas. Trazendo a reflexão para o Lifelong Learning – aprendizado para a vida toda.

A educação não vai ser apenas um momento na vida. Como o período do ensino médio, da faculdade, da pós graduação …

A educação será parte da vida. E a curiosidade é o ingrediente fundamental para manter a motivação.

Aprender a aprender continuamente é a grande competência que precisamos desenvolver.

Dimas Timmers, Fundador e CEO da Nindoo, apresentou o tema “Um novo humano: A transformação da humanidade pela IA"

Acredita que qualquer pessoa pode aprender programação. E que cada indivíduo vai ter sua própria IA: Descentralização da IA.

Haverá uma rede de troca de habilidades e conhecimentos entre si. E os dados pertencem a cada indivíduo.

Caos = Entropia <> Colaboração

Um sistema de machine learning foi capaz de criar códigos com uma eficiência superior quando comparado ao que foi criado pelos próprios desenvolvedores da plataforma. Batizado de AutoML, esse sistema foi desenvolvido como uma solução para a falta de talentos na área de programação de inteligência artificial. Infelizmente não há muitos programadores experientes nessa área. Foi por isso que o time da Google resolveu criar uma máquina para fazer esse trabalho, ou seja, uma IA pode gerar outra IA.

Fundou a Nindoo que permite que qualquer pessoa sem conhecimento técnico consiga criar sua IA aumentando assim, seu poder de transformação no mundo.

Inteligência é uma força que maximiza opções futuras possíveis para resolver um problema.

O modelo da era centauro ao lado coloca o humano no centro.

Agente: reúne as habilidades, o objetivo que quer atingir, o conhecimento profundo, as observações e as experiências passadas.

Acompanhe mais sobre a história de Dimas (link do vídeo https://goo.gl/z1qXrZ)

Após um breve coffe break, o público teve a chance de interagir com os palestrantes em uma sessão de perguntas e respostas. 

O people Analytics com o pioneirismo do Google foi discutido novamente.

Assim como o futuro da educação baseado em cursos Nanodegrees.

Formação rápida e especificas abrem possibilidades para uma nova carreira.

Não é mais aquela faculdade que fez que vai ditar sua vida. É possível transitar em várias áreas dentro de uma empresa e não podemos ancorar isso em nossas formações, o futuro é muito imprevisível e o segredo é continuar a aprender.

O futuro dos cursos de educação será juntar as pessoas por interesse, isto é, agrupar alunos segundo os temas, desta forma aumenta-se a pré-disposição para aprender.

Nanodegrees vão transformar o ensino formal. Grandes empresas como google e facebook aceitam profissionais sem graduação. Um gerente da Accenture, não possuía graduação. Isso é a tendência. Ter o conhecimento e provar que o tem, é mais importante que o título das formações. Quanto mais experiências tiver melhor. Passe por toda a experiência para aprender.

Quero finalizar, deixando a recomendação de dois filmes que ilustram bem esse tema, e uma reflexão sobre os limites entre máquinas e seres humanos.

Ex Machina (2015) e Blade Runner – O Caçador de Androides (1982).

Por Zhang Yi Ling, estatístico e voluntário do Instituto CEO do Futuro.

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